• Tânia Bischoff

Um encontro com a Cultura na Small-Big Company

Em 2014, prestei consultoria para o grupo de líderes de uma empresa multinacional, jovem, inovadora, disruptiva e, literalmente, com o propósito de mudar o mundo com o seu produto. Foram 3 meses de um intenso trabalho que, posteriormente, desdobrou-se em atendimentos individuais com pessoas que tenho certeza que estão fazendo a diferença.


Nos últimos quatro anos, acompanhei as conquistas do grupo, seus reposicionamentos profissionais, pois, em uma multinacional que tem como cultura os conceitos de startup,tudo é dinâmico, veloz e cheio de possibilidades para quem ali trabalha. Porque as pessoas não são recursos humanos; as pessoas são “humanos”.


Há um ano, ou seja, em 2017, acompanhei o processo de venda da empresa. O líder principal, após mais de 20 anos, sai em busca de outras frentes disruptivas e que procuram mudar o mundo. O grupo comprador aceitou todas as condições para perpetuar alguns dos pilares do negócio, visto que esses sustentam um modelo de gestão.


Em 2018, pelo histórico passado, levo um grupo de estudantes para conhecer a Small-Big, sua cultura e vislumbrar na prática alguns conceitos de Gestão de Pessoas. As expectativas eram de curiosidade. Já tinha navegado no site e percebido que poucas coisas tinham mudado na forma de divulgar o negócio. Foi excitada e com expectativas que cheguei com os estudantes na Empresa.


Fomos mega bem recebidos, e o que foi sendo apresentado podemos todos confirmar na prática. Os estudantes entenderam que é possível ter um discurso e vivenciá-lo. Voltamos para a Escola satisfeitos com as aprendizagens de um dia chuvoso.





Então, fiquei a sentir algo com a visita... Algo se deu em mim desde que entrei na sala de reuniões. Parecia que essa tinha diminuído de tamanho, no lugar da temática praia (um local charmoso com caranguejos, polvos e bichos de pano e borracha, onde ficavam as pessoas que estavam esperando um projeto), tinham mesas e armários para guardar os pertences da pessoas e, por mais que buscasse na memória, não lembrava do armários.


As salas de reuniões continuavam com suas decorações e nomes disruptivos, mas agora com um filme que protegia um pouco as pessoas que estavam em reunião. Salas de criação espalhadas, pessoas diferentes chegavam ao trabalho e nos recebiam com alegria... Mas...não lembrava que o teto era preto e, por alguns momentos, senti-me oprimida, esmagada. Tudo parecia menor, mais apertado, as salas todas pareciam menores, o fluxo nos espaços parecia emperrado. Quando descemos no outro andar com mais um espaço de trabalho, muito legal...


Quatro anos se passaram, a empresa aumentou os seus times, trocou de dono, seus valores continuavam ali nas paredes, com os modos de trabalhar, com os jeitos de ser das pessoas, mas... A Small-Big está diferente, continua com o carisma que a todos encanta, porém, o carisma do proprietário, mesmo com o seu nome em uma Sala Branca para que escrevam o que querem em qualquer lugar, não se faz mais presente...


A cultura está em passagem, em mutação, com o seu melhor, com o seu por vir a ser desenhado e vivido pelos humanos da empresa.

Valeu pelo encontro com a cultura. Obrigada a todos os humanos que fazem a Small-Big acontecer!


*Small-Big: nome fictício.

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©2019 TÂNIA BISCHOFF por YOW.